Do título

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"Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca."
( Dom Casmurro, Machado de Assis, cap. 32 )

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra!



Ufanismo? Bairrismo? Arrogância? Realmente, quem é de fora do RS geralmente não consegue entender o sentimento que nós, gaúchos temos hoje, que é o nosso 7 de setembro, embora seja o aniversário de uma revolução que servia aos interesses de grandes estancieiros e que empobreceu o estado durante seus dez anos. Mas o que nos identifica com a Revolução Farroupilha é justamente esse sentimento de não pertencer, de ser diferente e de brigar por nossa terra. Hoje, 20 de setembro, celebramos nosso orgulho de sermos gaúchos, nosso amor pelo Rio Grande, orgulho explicado com brilhantismo por Vítor Ramil em seu livro A Estética do Frio (trecho aqui) e que vive em nossos corações hoje e sempre.


Sou enfim, o sabiá que canta,
Alegre, embora sozinho.
Sou gemido do moinho,
Num tom triste que encanta.
Sou pó que se levanta,
Sou raiz, sou sangue, sou verso.
Sou maior que a história grega.
Eu sou Gaúcho, e me chega
P'rá ser feliz no universo.

(Trecho do poema Eis o Homem, de Marco Aurélio Campos)