Do título

Do título

"Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca."
( Dom Casmurro, Machado de Assis, cap. 32 )

terça-feira, 27 de novembro de 2007


quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Wilsoooooon

" Agora eu sei o que eu tenho que fazer, eu vou continuar respirando, porque amanhã o sol vai nascer e quem sabe o que a maré vai me trazer..."

( Frase do filme O Náufrago, na qual eu sempre tento pensar quando me sinto assim, como se também estivesse sozinha naquela ilha, apenas sobrevivendo...quem sabe amanhã possa aparecer pelo menos um bote salva-vidas...)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

" Quem ama alguém por uma razão, ama a razão, não o alguém."

Não lembro onde vi essa frase, nem quem a escreveu, mas é a melhor definição desse sentimento que foi feita. Depois de anos amando razões, hoje eu amo alguém, sem razão, sem motivo.

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Feriado, friozinho, sol lindo... e aquela espera interminável....

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Sou invariavelmente a favor da liberdade de expressão, mas essa tv aberta devia ser inconstitucional...

E o Capitão Nascimento fazendo comercial de cerveja, banco, celular, etc.? Dá licença que eu vou ali comprar a cerveja, abrir conta no banco e trocar de operadora, não vou ser louca de contrariar, né?

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Gôndolas

Ver a parada gay de sua janela não é pra qualquer um... hohoho...

E eis que estou no super, comprando uma garrafa de martíni, e Robertão cantando " é preciso saber viver"... vou ali tomar um duplo...

domingo, 11 de novembro de 2007

Eu roubei esses versos como quem rouba pão...

Espero o telefonema que não virá, o inverno que não chega e o técnico da máquina de lavar. Espero a promoção, um gênio mais dócil, coragem para seguir em frente, verdades absolutas e redentoras. Espero suas mãos nos meus quadris, um olhar que signifique, encostar no seu braço dentro do elevador lotado, seu cheiro de cigarro, suas sobrancelhas.Espero perder aqueles quilos para ser feliz, espero a chuva, espero que a distância não vença desta vez e que você diga uma só palavra para salvar, se não minha alma, ao menos minha tarde.

( Ctrl c + ctrl v do drops da fal )

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Todas as cartas de amor são ridículas

Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem...Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras... Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser... Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor
É que são...Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor... Ridículas.
A verdade é que hoje as minhas memórias dessas cartas de amor
É que são...Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas, como os sentimentos esdrúxulos, são naturalmente...Ridículas.)

Fernando Pessoa

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Quero minha voz de volta



Você ligou para Pato Donald... Deixe seu recado após o quack!!!

Alguém me explica como vou fazer pra trabalhar amanhã, com essa voz de Pato Donald, isso quando sai alguma coisa????

E a louca ainda ouve música e tenta cantar junto...quero minha camisa de força cor-de-rosa, ok?

sábado, 3 de novembro de 2007

Era uma vez...

Era uma vez um homenzinho estranho, que decidiu três detalhes importantes sobre sua vida:
1- Ele repartiria o cabelo do lado contrário ao de todas as outras pessoas.
2- Criaria para si mesmo um bigode pequeno e esquisito.
3- Um dia, ele dominaria o mundo.

O homenzinho perambulou por muito tempo pensando, fazendo planos e procurando descobrir exatamente como tornaria seu o mundo. E então, um dia, saído do nada, ocorreu-lhe o plano perfeito. Ele viu uma mãe passeando com o filho. A horas tantas, ela repreendeu o garotinho, até que ele acabou começando a chorar. Em poucos minutos, ela lhe falou muito baixinho, e depois disso ele se acalmou e até sorriu.
O homenzinho correu até a mulher e a abraçou. “Palavras!” e sorriu. “O quê?”. Mas não houve resposta. Ele já se fora.

Sim, o Führer decidiu que dominaria o mundo com palavras. “ Jamais dispararei uma arma”, concebeu. “Não precisarei fazê-lo.” Mesmo assim não se precipitou. Reconheçamos nele ao menos isso. Ele não tinha nada de burro. Seu primeiro plano de ataque foi plantar as palavras em tantas áreas de sua terra natal quantas fosse possível.
Plantou-as dia e noite, e as cultivou.
Observou-as crescer, até que grandes florestas de palavras acabaram crescendo por toda a Alemanha...Era uma nação de pensamentos cultivados.

Enquanto as palavras cresciam, nosso jovem Führer plantou ainda sementes para criar símbolos, e também estas se achavam bem perto do pleno desabrochar. Era chegada a hora. O Führer estava pronto.
Convidou seu povo a se aproximar de seu glorioso coração, acenando-lhes com suas palavras melhores e mais feias, colhidas a mão em suas florestas. E as pessoas vieram.
Todas foram colocadas numa esteira rolante e conduzidas por uma máquina-baluarte, que lhes dava uma vida inteira em dez minutos. Elas eram alimentadas com palavras. O tempo desapareceu e elas passaram à saber tudo que precisavam saber. Ficaram hipnotizadas.
Em seguida, foram equipadas com seus símbolos, e todas ficaram felizes.


( Trecho do livro “ A Menina que Roubava Livros “ de Markus Zusak )