Olhos de Ressaca
Do título
Do título
( Dom Casmurro, Machado de Assis, cap. 32 )
sexta-feira, 3 de maio de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Meu canto no mundo
Amanhã é aniversário de Porto Alegre. Estou tentando escolher um vídeo sobre a cidade mas não consigo decidir, são muitos. Uma música, outras tantas. Um poema, mas são igualmente um sem-fim! E então percebo que não há como definir o amor por esta cidade em uma só música, um só poema. Talvez nem todos consigam. Bem, dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras (clichês baratos: trabalhamos). Vou homenageá-la com uma imagem que me saltou aos olhos depois de um dia chuvoso e cinza, da janela do escritório, e que me fez perder a fala.
"Eu não sei por que, e acho que ninguém precisa explicar por que, Porto Alegre é o lugar que eu escolhi pra viver." (Da música Porto Alegre, do Nenhum de Nós)
"Oh, céus de Porto Alegre, como farei para levar-vos para o céu?" (Mário Quintana)
Parabéns, cidade dos meus versos, meu canto no mundo.
"Oh, céus de Porto Alegre, como farei para levar-vos para o céu?" (Mário Quintana)
Parabéns, cidade dos meus versos, meu canto no mundo.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Flores no asfalto
O mundo todo acompanhou a tragédia em Santa Maria. A mídia sensacionalista se encarregou de fazer com que ninguém deixasse de ver as imagens. As fotos daqueles jovens, lindos, perfeitos, com a vida pela frente, chocaram e fizeram que muitos inclusive tomassem para si uma dor que não era sua. Ninguém ficou indiferente. Eu também não.
Semanas depois, por coincidência (nada é por acaso!, irão bradar os crédulos) na mesma cidade, a notícia de uma menina linda, de 3 anos, que vem desafiando um câncer, com a coragem e a garra que a grande maioria dos adultos não têm. Essa menina torce para um clube de futebol, identifica-se com um jogador, com um gesto dele que demonstra essa bravura.
E ela repete esse gesto, como quem desafia esse inimigo invisível. E sonha em conhecer o dono desse gesto, a quem passou a admirar como um ídolo. E ele, na primeira oportunidade, sem alardes, sem se aproveitar da situação pra aparecer, viaja quilômetros para visitar a sua "piratinha", como ela ficou conhecida.
Gabrieli, nossa piratinha, fez com que eu me emocionasse. Em meio aos escombros de uma tragédia ela vem e dá o seu recado:
Gabrieli Van Oudheusden Medeiros, piratinha querida, hoje eu vou dormir pensando em ti. Hoje tu me mostraste uma força e um destemor que eu gostaria muito de ter. Hoje tu te transformaste no meu exemplo. E tu és um só um bebê. Um lindo e perfeito bebê. Eu teria vergonha das minhas fraquezas se te encontrasse.
E Barcos, a quem eu já admirava como atleta, passo a admirar como um grande homem, e a ter orgulho de que vista a camisa do time pra o qual eu torço desde que tinha a idade da piratinha Gabrieli.
Semanas depois, por coincidência (nada é por acaso!, irão bradar os crédulos) na mesma cidade, a notícia de uma menina linda, de 3 anos, que vem desafiando um câncer, com a coragem e a garra que a grande maioria dos adultos não têm. Essa menina torce para um clube de futebol, identifica-se com um jogador, com um gesto dele que demonstra essa bravura.
E ela repete esse gesto, como quem desafia esse inimigo invisível. E sonha em conhecer o dono desse gesto, a quem passou a admirar como um ídolo. E ele, na primeira oportunidade, sem alardes, sem se aproveitar da situação pra aparecer, viaja quilômetros para visitar a sua "piratinha", como ela ficou conhecida.
Gabrieli, nossa piratinha, fez com que eu me emocionasse. Em meio aos escombros de uma tragédia ela vem e dá o seu recado:
Gabrieli Van Oudheusden Medeiros, piratinha querida, hoje eu vou dormir pensando em ti. Hoje tu me mostraste uma força e um destemor que eu gostaria muito de ter. Hoje tu te transformaste no meu exemplo. E tu és um só um bebê. Um lindo e perfeito bebê. Eu teria vergonha das minhas fraquezas se te encontrasse.
E Barcos, a quem eu já admirava como atleta, passo a admirar como um grande homem, e a ter orgulho de que vista a camisa do time pra o qual eu torço desde que tinha a idade da piratinha Gabrieli.
domingo, 10 de março de 2013
Porque eu também leio livrinhos bobos...
Ode à vista da janela da minha aula de álgebra
Bancos de concreto aquecidos ao sol
Ao lado de mesas com tabuleiros de xadrez
E pichações deixadas por centenas
Antes de nós
Tinta spray Day-Glo:
Joanne ama Richie
Os punks é que mandam
Bichas e sapatas contra a energia nuclear
E Amber dá para todo mundo.
As folhas mortas e sacos plásticos se espalham
Ao vento vindo do parque
E homens de terno tentam cobrir com
Os últimos fios de cabelo
Suas carecas rosadas.
Carteiras de cigarros e chiclete mascado
Cobrem a calçada cinzenta.
E eu penso
De que importa o fato
De que uma equação não é linear se qualquer variável for
elevada a uma potência?
Todos vamos mesmo morrer.
(Trecho do livro O diário da princesa, de Meg Cabot)
Bancos de concreto aquecidos ao sol
Ao lado de mesas com tabuleiros de xadrez
E pichações deixadas por centenas
Antes de nós
Tinta spray Day-Glo:
Joanne ama Richie
Os punks é que mandam
Bichas e sapatas contra a energia nuclear
E Amber dá para todo mundo.
As folhas mortas e sacos plásticos se espalham
Ao vento vindo do parque
E homens de terno tentam cobrir com
Os últimos fios de cabelo
Suas carecas rosadas.
Carteiras de cigarros e chiclete mascado
Cobrem a calçada cinzenta.
E eu penso
De que importa o fato
De que uma equação não é linear se qualquer variável for
elevada a uma potência?
Todos vamos mesmo morrer.
(Trecho do livro O diário da princesa, de Meg Cabot)
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Soneto de Separação
(Vinícius de Moraes)
De repente, do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente, da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
(Vinícius de Moraes)
De repente, do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente, da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
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